Por que são saudáveis os cogumelos?

O cogumelo chegou ao Brasil na década de 1950, mas é cultivado há centenas de anos por várias civilizações ao redor do mundo. Para os egípcios, o alimento era considerado um presente divino oferecido aos faraós. Os guerreiros romanos consumiam o cogumelo para ter mais força e coragem para enfrentar as batalhas.

Não demorou muito para que as suas propriedades medicinais fossem pesquisadas. “Os diferentes tipos de cogumelo ajudam a emagrecer, previnem doenças cardiovasculares e ainda controlam o colesterol”, revela a nutróloga Cristiane Coelho, da Associação Brasileira de Nutrologia. Altamente nutritivos e com pouca gordura, eles são ricos em vitaminas, proteínas, fósforo, vitaminas do complexo B, ácido fólico, fibras e outros elementos essenciais à saúde.

Os cogumelos não são vegetais, verduras ou legumes. Eles pertencem à família dos fungos e, por agregar sabor especial aos pratos, vêm conquistando mais espaço na mesa dos brasileiros. Existem cerca de 4,5 mil espécies de cogumelos comestíveis no mundo. Entre os mais conhecidos estão: shitake, shimeji, funghi, champignon de Paris, portobello.

Outros benefícios

Previne câncer:
Depois de descobrirem que em países como China e Japão, grandes consumidores desses alimentos, o índice dessa doença era bem menor comparado ao resto do mundo, cientistas decidiram investigar a relação entre a ingestão de cogumelos e a menor presença de tumores. “Foi constatado que esses vegetais não só têm um efeito na prevenção como auxiliam no tratamento contra o câncer, reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia”, conta a bióloga Sascha Habu, professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. 

Segundo a especialista, uma das explicações para essa relação é o fato de substâncias presentes nos cogumelos fortalecerem o sistema imunológico e reduzirem a nutrição de células cancerosas, impedindo a sua proliferação.

Perder peso:
Se o seu objetivo é eliminar uns quilinhos, incluir shitake, shimeji e afins no cardápio é uma excelente pedida. É que, além de serem fontes de proteínas e fibras – importantes para dar saciedade -, os cogumelos apresentam baixo teor de lipídios e calorias. Para ter ideia, em 100 gramas do alimento há menos de 1 grama de gordura e não mais do que 40 calorias.

Aumentar a imunidade:
Esse é um dos maiores méritos dos cogumelos e o crédito vai para as chamadas fibras betaglucanas. Elas estimulam linfócitos T – principais células de defesa do nosso corpo – a produzirem citocinas, moléculas que deixam o sistema imune pronto para qualquer ataque. Com isso, bactérias, vírus e até tumores têm mais dificuldade de se instalar.

Resguardar o coração:
Segundo o Mushrooms and Health 2014: Clinical and Nutritional Studies in Humans, relatório da agência de pesquisa científica australiana CSIRO, estudos recentes feitos com animais mostram que o consumo de cogumelos está associado a uma redução do colesterol, afastando encrencas como infarto e derrame. Sabe-se que a betaglucana contribui para a saúde do coração ao se unir às moléculas de gordura que ameaçam o peito, eliminando-as pelas fezes.

Vitamina D:
Algumas espécies, como o shimeji, possuem ergosterol, um precursor dessa vitamina. Mas, para que o corpo tire proveito dos benefícios que o nutriente oferece aos ossos, ao sistema cardiovascular e até à imunidade, não basta se entupir de cogumelos – é preciso tomar sol. “A radiação ultravioleta provoca alterações moleculares que transformam a substância em vitamina D de fato”, explica Ramon Kaneno, professor de imunologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo, em Botucatu, no interior paulista.

Os especialistas não são unânimes em apontar uma quantidade adequada de ingestão dos cogumelos. “Até porque, deve-se levar em conta uma série de fatores, como o biotipo da pessoa, a idade e o quanto ela pratica de atividade física”, pondera a nutricionista Cristiane Schüler Monteiro, professora da Universidade Federal do Paraná. Por isso, é recomendável procurar um especialista antes de incluir esses alimentos no cardápio.

 

Obs: Esse site fala de tratamentos naturais alternativos.Portanto, não substitui um especialista. Visite o seu médico regularmente.

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