Ex-morador de rua vira escritor e lançou livro no Rio

Leo Motta, ex-morador de rua, lançou seu primeiro livro: “Há vida depois das marquises”, no Rio de Janeiro.

Morador de Cordovil, aos 17 anos, se tornou usuário de cocaína. Em 2016, acabou nas ruas em virtude do vício.

“Preferia viver sozinho, ao invés de magoar quem amava”, diz. Leo, conta que, passou muitas dificuldades na rua: não tinha lugar para dormir, não bebia água gelada, comia restos de comida ou pedia a outros.

O escritor diz que, o pior nas ruas não é passar dificuldades, mas ser tratado com rejeição por parte das pessoas.

Ele conta que, em uma ocasião, ao pedir um pão a uma cliente de uma padaria, a mulher cuspiu no rosto dele.

Em outra ocasião, pediu água num restaurante, e deram água com açúcar e sal, aí tanto os funcionários e também os clientes riram dele.

Por causa da violência, ele tinha que revesar com outro companheiro para vigiar. Dormia em abrigos públicos, museu e também em cemitério.

Durante os seis meses que passou na rua ,seu quadro de dependência química piorou. E em 2016, teve uma mudança em sua vida. Foi quando conheceu, a Associação Solidários Amigos de Betânia, entidade ligada à Igreja Católica, com o apoio da prefeitura. A entidade acolhe pessoas que vivem nas ruas e atende os dependentes químicos.

No abrigo, recebeu atendimento psicológico e apoio da assistência social, e sete meses depois se recuperou.

Leo voltou a viver com seus familiares, e apoia um projeto social que visa tirar das ruas, pessoas desassistidas.

A ideia do livro, surgiu a partir do incentivo de uma amiga, que faz parte de um mesmo projeto, de contar a história dele na página do Facebook: “Há vida depois das marquises”.

Ele para levantar o dinheiro, fez uma vaquinha online e contou com ajuda de amigos e também do trabalho como garçom.

Leo terá seu próprio restaurante em parceria com o irmão e atualmente dá palestras motivacionais.

Fonte: Extra/Globo

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