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Luana Piovani Diz que ‘Ainda Dói’ Filho Morar com O Pai no Brasil

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Ainda não é fácil para Luana Piovani lidar com a decisão do filho mais velho, Dom, de 12 anos, de morar com o pai, Pedro Scooby, no Brasil. A atriz, de 48 anos, revelou em recente entrevista que a mudança do filho a afeta profundamente. Mesmo após dois anos lutando para evitar essa separação, ela precisou aceitar a vontade do garoto e ceder ao desejo dele de morar com o pai.

Em conversa no programa português “Júlia”, da emissora SIC, Luana desabafou sobre o assunto com sinceridade e emoção. “Foram dois anos dando murro em ponta de faca. Eu tentei, lutei, conversei, mas chegou um momento que percebi que precisava deixar ele fazer essa escolha. Vim para Portugal com a intenção de proporcionar uma vida mais tranquila, com mais oportunidades. Mas ele escolheu outro caminho, e isso ainda me dói.”

A decisão difícil e o impacto familiar

Luana mora em Cascais, na região metropolitana de Lisboa, junto com os outros dois filhos, Liz e Bem. Ela revelou que a convivência familiar estava ficando difícil, já que Dom mostrava resistência à vida que a mãe havia escolhido para ele. “Eu queria que ele tivesse a liberdade de andar de bicicleta, jogar bola na rua, coisas que eu fiz quando era criança. Vim para cá buscando uma vida mais segura e cheia de possibilidades para os meus filhos. Mas chegou um ponto em que vi que minha casa estava sem harmonia. Estava desgastando todo mundo, inclusive os meus outros filhos, que sofriam com os conflitos.”

Luana reconheceu que a adolescência de Dom influenciou essa decisão. “É uma fase complicada. Ele quer explorar, quer viver uma vida com menos limites. E eu entendi isso. Então, em vez de continuar a forçar algo que estava desestabilizando todos, eu disse: ‘Vai, vive essa escolha com seu pai’. Eu só quero que ele esteja bem e, acima de tudo, feliz.”

Imagem: Reprodução

Reflexões sobre a criação dos filhos

A atriz também comentou sobre as expectativas que tem em relação ao papel de Scooby na criação de Dom. Ela mencionou que espera que a liberdade que o filho vai experimentar com o pai venha acompanhada de responsabilidades. “Eu quero que o pai dele entenda que criar um filho é mais do que apenas deixar ele livre. Precisa de rotina, de limites. Não é só diversão. E eu sei que o Dom vai aprender com isso. Ele vai perceber, com o tempo, por que eu fiz essa escolha de viver na Europa.”

Mesmo com a dor da separação, Luana admitiu que a distância trouxe algo positivo. “A qualidade do nosso amor melhorou muito. Eu queria que ele entendesse que não é fácil para mim, mas ao mesmo tempo, eu não desejo que ele volte. Isso significaria que as coisas não deram certo, e eu quero que funcionem. Quero que meu filho cresça, amadureça, e entenda as escolhas que eu fiz.”

Imagem: Reprodução

A complexidade dos sentimentos maternos

Para Piovani, ser mãe envolve muitas camadas de sentimentos contraditórios. “Quando somos mães, passamos a entender que amar é, muitas vezes, abrir mão. Eu quis tanto que meus filhos tivessem uma vida diferente da que eu imaginava para eles no Brasil. Mas também aprendi que não adianta lutar contra os desejos deles. A decisão de Dom, no fundo, foi uma escolha natural da idade dele.”

Ela ainda expressou esperança de que, com o tempo, Dom veja as vantagens de morar na Europa, como ela sempre acreditou. “Ele vai perceber as diferenças ao longo do tempo. Vai entender por que eu escolhi estar aqui. Eu queria que eles tivessem mais oportunidades, convivessem com diferentes culturas e tivessem uma infância parecida com a que eu tive.”

A luta constante entre razão e emoção

O tom de Luana ao falar sobre o assunto oscila entre a dor e a aceitação. “Ainda dói. Não tem como negar isso. Mas eu preciso torcer para que dê certo, para que ele cresça e amadureça. Eu me peguei muitas vezes questionando se estava fazendo a coisa certa. Mas chegou um ponto em que percebi que não estava mais no controle dessa situação.”

A atriz encerrou a entrevista com uma mensagem de força e resiliência. “Eu sou mãe. E mães aprendem a ser fortes, a aceitar o que não podem mudar, e a torcer para que o futuro seja melhor. Eu fiz tudo o que podia. Agora, só posso esperar e confiar que essa escolha vai trazer o crescimento que o Dom precisa.”

Luana Piovani mostrou que, embora a dor seja inevitável, o amor materno é capaz de superar barreiras e de se transformar. Mesmo diante de decisões difíceis, ela continua firme em seu propósito de ver seus filhos felizes e realizados.

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