Acredita-se geralmente que os neurônios morrem à medida que envelhecemos. No entanto, esse cenário catastrófico não é inteiramente verdadeiro. A neurogênese (formação de novos neurônios) continua no cérebro na velhice.
Em particular, em uma área do cérebro chamada hipocampo, que está envolvida na memória e no aprendizado.
A geração de novos neurônios afeta favoravelmente a atenção, a memória, a função de aprendizagem, a motivação e os sentimentos.
Melhor ainda, vários estudos científicos sugerem que certos padrões de vida aumentam a produção de neurônios e rejuvenescem o cérebro.
Este artigo considera cinco maneiras de manter seu cérebro jovem, aumentando o número de neurônios dele.
1. Movimente-se
Estudos em animais mostraram que o movimento das pernas aumenta a produção de neurônios em áreas relacionadas à memória e aprendizagem, enquanto este efeito, não é observado em animais sedentários, ou seja, que não se exercitam.
Quanto mais movimentamos nossas pernas, mais neurônios geramos. Quanto maior a distância percorrida a pé, mais beneficiamos as áreas de aprendizagem e memória.
Isto faz sentido se levarmos em conta que caminhar estimula o cérebro a explorar novos ambientes, o que é útil para aprender e lembrar, para poder encontrar nosso caminho.
Pesquisas recentes mostraram que explorar novos espaços e descobrir novos objetos reduz o risco de Alzheimer e melhora a memória. Portanto, uma excelente maneira de gerar novos neurônios é andar em lugares desconhecidos.
Vamos fugir da rotina, e surpreender nosso cérebro com coisas novas para descobrir.
Por outro lado, a redução dos movimentos das pernas também leva a uma redução na formação de novos neurônios.
Por exemplo, foi demonstrado que os astronautas que passam meses, com poucos movimentos das pernas, reduzem a produção de neurônios em até 70%.
2. Exercício aeróbico
O exercício aeróbico é o exercício que fazemos caminhando, fazendo jogging, dançando, nadando, pedalando etc.
Este tipo de exercício promove a produção de novos neurônios, especialmente para melhorar o conhecimento.
Associado a esta atividade, o suprimento de sangue melhora e novos vasos sanguíneos podem até mesmo ser gerados e os existentes fortalecidos.
Como consequência da boa vascularização, o transporte de nutrientes e oxigênio para as células do cérebro também é otimizado e a produção de neurônios acontece.
Um estudo científico recente também mostrou que pessoas que seguiram rotinas de treinamento aeróbico, depois de 3 meses melhoraram a oxigenação de algumas áreas do cérebro, que envelhecem mais cedo com a idade.
Além disso, eles tiveram um desempenho melhor em testes de memória e aumentaram o número de neurônios nessas áreas, o que indicaria que o cérebro permanece mais jovem.
3. Tocar um instrumento musical
A música melhora a velocidade mental e a capacidade de aprendizagem quando se aprende a tocar um instrumento musical. Não é necessário ser um expert.
Simplesmente, a combinação da atividade auditiva, tátil, sensorial, lógica, analítica e de movimento ao seguir o ritmo da música gera o trabalho sincronizado de diferentes regiões cerebrais no cérebro.
Aprender a tocar um instrumento musical é como fazer ginástica para o cérebro. A médio prazo, as habilidades de solução de problemas são melhoradas combinando o lado prático com o lado criativo, e a memória e o aprendizado são armazenados de forma mais eficaz.
Um estudo com pré-escolares que aprenderam a tocar piano mostrou que seu QI aumentou mais significativamente do que aqueles que não tiveram aulas de piano.
4. Consumir ômega-3
O cérebro para funcionar bem precisa de alimentos ricos em ômega-3, encontrado nos peixes. Esse óleo se acumula nas regiões do cérebro relacionadas à memória e ao aprendizado.
Muitos estudos científicos têm mostrado que consumir quantidades adequadas de ômega-3 não apenas reduz a morte dos neurônios, mas também aumenta a formação deles.
O mesmo se aplica ao humor. Quando os níveis de ômega-3 estão baixos, há uma maior predisposição para a depressão e a falta de humor, e até mesmo um aumento do risco de suicídio.
Por outro lado, alimentos ricos em fibras ajudam a manter a saúde do intestino e dos micro-organismos que o habitam.
Os dados sugerem que a flora intestinal saudável gera um aumento das moléculas necessárias para promover a formação dos neurônios.
5. Escreva sempre
Um estudo publicado em 2018 mostrou que pessoas que têm o hábito de escrever produzem uma quantidade maior de neurônios.
É provável que outras atividades como as artes visuais e, em geral, todas aquelas que incentivam a criatividade, resultam em um aumento do número de neurônios.
A criatividade é uma das atividades nas quais o cérebro humano gasta mais energia e com a qual ele é mais estimulado. Ser criativo é parte de nossa natureza humana.
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Fonte: HUFFPOST

